sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Filosofias Abaurônicas VI: Espetadas de Tia

Digamos que eu quase esqueci que deveria postar alguma coisa hoje. Comecei a assistir Skins e meio que me perdi assistindo os episódios. Me controlei, no entanto, e resolvi vir aqui escrever o post de sexta feira... dia de Filosofias Abaurônicas!!

E em homenagem à algumas pessoas que eu não vou mencionar o nome, mas com certeza vão saber que estou falando delas (e elas vão confirmar isso comigo no msn). Essas pessoas, ao longo dos anos, desenvolveram uma das técnicas de maior sutileza mas que possuem os maiores efeitos morais possíveis: "Espetada de Tia". Também conhecida como "Alfinetada", essa ação consiste em ofender ou criticar uma pessoa de forma dissimulada, sutil e extremamente venenosa. Exemplificando a situação: aquela sua tia com cara cu chega e fala pra sua mãe depois de dar uma caça jeans de presente pra ela e não servir: "Nossa... pela última vez que a gente se viu eu JURAVA que ia servir". E o que ela quis dizer com isso: "Você está GORDA PRA CARALEO!"


Esse é o principal motivo pra se usar uma Espetada de Tia, aparentemente você não disse nada ofensivo, mas a intenção satânica por trás das palavras é o que torna essa modalidade de diálogo tão eficiente. Eu mesmo uso várias Espetadas durante o dia. Quem te conhece logo sacará a maldade fluindo com as palavras, então cuidado ao usar. Agora, quando utilizada em desconhecidos, o máximo que pode acontecer é a pessoa ficar com aquele sentimento de que alguém tirou sarro dela na cara dura; felizmente ela só irá perceber horas depois, outro ponto importante numa alfinetada: geralmente ela tem entendimento retardado, ou seja, só é entendida horas depois, e nesse ponto, você já estará muito distante do alvo.

A importância do entendimento retardado é algo que vale a pena ressaltar. Geralmente, apenas pessoas desprovidas de tamanho e força tipo eu usam a espetada, pois é uma forma sutil de defesa e geralmente pessoas muito poderosas de corpo não vão perceber... sem preconceitos, acontece que em pessoas muito poderosas de corpo o cérebro acabou dissolvendo pra virar músculo (#brinks ou não).

Uma das manifestações mais cruéis da Espetada de Tia é na forma de uma Ironia Maligna from hell. Nela, existe uma afirmação feita com ar de deboche, possibilitando o entendimento rápido do ouvinte alvo e de todas as pessoas presentes no recinto. É manifestada usualmente como "Nossa... ADOREI seu cabelo", "Como você emagreceu" e "Uau, que perfume você usa?".

Reconhecer uma pessoa que usa esse tipo de argumento é muito fácil. A maioria é bem discreta e aparentemente não se mostram como o tipo de pessoa que ofenderia alguém. Espere o momento exato e o indivíduo se revela como uma verdadeira víbora disparando alfinetadas. E a minoria são pessoas super legais, inteligentes e que fazem ótimas companhias, tipo eu. Mas quando elas utilizarem uma espetada vai ser só de brincadeirinha (ou não... (ou mais)).

Uma das boas espetadas aconteceram com um amigo meu... Ele e um colega venenoso estavam comendo um lance lá de calabresa, e o meu amigo (que é meio gordinho) disse "Esse pão com calabresa sempre me dá azia." e o colega (magrelo) respondeu "Sei lá, nunca tive isso. Acho que gente magra num tem esses problemas.". Espetada do pior tipo.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Filme: Hedwig: Rock, Amor e Traição

Primeira coisa sobre o post de hoje é que eu não consegui postar o filme no 4Shared, por ter decidido falar dele agora pouco. MÃS eu vou deixar links do blog Arapa Rock Motor no fim do post pra quem quiser.

O filme dessa semana é "Hedwig: Rock, Amor e Traição" e de começo vamos dar uma salva de palmas pros gênios que criaram esse título em português e provavelmente trabalham nos nomes das novelas mexicanas do SBT. Feito isso, podemos começar. Esse é mais um dos filmes na linha dos não assistíveis em família, por tratar de assuntos fortes de forma bem explícita e agressiva. É uma pena que tenha passado de forma despercebida aqui pelo Brasil, é um filme muito profundo com uma história muito rica.

Ficha Técnica:

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Título Original: Hedwig And The Angry Inch
Lançamento: 2000 (EUA)
Direção: John Cameron Mitchell
Atores: John Cameron Mitchell, Michael Pitt, Miriam Shor, Stephen Trask, Theodore Liscinski
Duração: 95 min
Gênero: Musical

Sinopse: Hansel é um jovem que mora em Berlim Ocidental e que sonha em se tornar uma grande estrela do rock nos Estados Unidos. Até que ele conhece um belo americano que lhe promete amor e liberdade e que pode fazer com que todos os seu sonhos se tornem reais. Mas para ir para os Estados Unidos juntamente com ele, Hansel precisará fazer uma operação de mudança de sexo, pois somente assim ele poderá se casar. Assim nasce Hedwig (John Cameron Mitchell), que chega a Kansas no mesmo dia em que o Muro de Berlim é derrubado. Preparando-se para dar início à sua carreira, Hedwig utiliza pesada maquiagem, uma peruca à La Farrah Fawcett e forma sua própria banda, chamada The Angry Inch. Porém, Hedwig logo se apaixona por um garoto de 16 anos chamado Tommy Gnosis (Michael Pitt) que acaba lhe dando um golpe e roubando suas canções, tornando-se assim, a estrela do rock que Hedwig sempre sonhou ser. Recusando-se a ser derrotada, Hedwig começa então a cantar juntamente com sua banda em restaurantes e bares, buscando o reconhecimento por seu trabalho.

UAU. Essa foi uma sinópse bem completa. Créditos pro pessoal do Adoro Cinema.
Bom, pra começar o filme é baseado no musical de mesmo título e por aí já podemos esperar ótimas músicas (principalmente "Origin of Love", uma história emocionante) e números muito performáticos. Pra mim, essa a melhor parte do filme: as músicas são cheias de significado e algumas são até um pouco desconfortantes (principalmente a que conta a história da tal "Polegada Irada"), o que mostra a paixão da personagem pela música e sua facilidade pra se expressar.

Não sei se foi porque fiquei muito entretido com o filme, mas achei ele extremamente rápido. A história é bem dinâmica e cativante, te deixando envolvido de início ao fim, principalmente pelo modo que Hedwig conta sua história. Que por um acaso é drama atrás de drama, refletindo na atual personalidade da personagem principal e em algumas músicas bem melancólicas.

Outro filme da lista do que valem a pena ser assistidos, por que diferente dos filmes que postei até agora, esse conta a história de uma rockeira fracassada que busca a fama roubada por um Rockstar. E esse é outro daqueles filmes complicados que eu tive que assistir duas vezes pra entender direito... estou seriamente pensando que o problema na verdade é comigo ¬¬.



P.S.: créditos da sinopse para o Adoro Cinema

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

The Darkness

Segunda-feira, o dia mágico da parte musical do blog. (#fail)

Tenho que admitir que esse lance de postar as coisas com dias programados me faz sentir pressionado por mim mesmo. Ontem, lá pelas onze da noite eu ainda não havia decidido sobre o que escrever hoje. Fiquei alguns minutos horas e horas olhando para minha pasta de músicas e para o bloco de notas com algumas ideias de posts, mas nada me trazia aquela luz. Queria postar alguma coisa sobre Glam Rock, pois venho falando (eu acho) sobre o quanto gosto desse estilo mas ainda não havia colocado nenhum cd do tipo.

Foi aí que pensei: The Darkness. Uma banda que infelizmente não existe mais, no entanto durante o período que durou (de 2000 a 2006) fez jus ao Glitter/Glam Rock visual e musicalmente. E pela vida curta da banda, apenas lançaram 2 CDs, ou seja, perfeito pra cá. Bom, sem mais faladeira, vamos começar a falar desse grupo e seus álbuns.

The Darkness é uma banda de Glam Rock inglesa, formada pelos irmãos Justin e Dan Hawkins por volta de 2000. O sucesso, contudo, foi atingido em 2002 com o single "I Believe In a Thing Called Love" (que por um acaso o clip é bem bizarro... acho que só é pior do que o "Growin' On Me"). Em 2003 o primeiro cd "Permission To Land" vendeu 1,2 milhão de cópias e a banda ficou conhecida por seus clipes bizarros, vocais extremamente agudos e estilo muito singular com direito a macacões brilhantes com boca-de-sino.

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O primeiro CD, lançado em 2003 (estou repetitivo hoje... acontece) é o "Permission to Land" (sim, vocês acabaram de ler isso) e definitivamente foi um dos melhores CDs que eu já ouvi, daquele tipo que é possível aproveitar quase que 100% das faixas. Volto a
dizer que sou muito fã do estilo e por isso sou suspeito para fazer uma crítica sobre esse cd, mas confiem no meu gosto que é #Sucesso. Logo com a primeira faixa, "Black Shuck", podemos ter uma ideia de todo o resto do cd: guitarras com muita distorção, riffs repetitivos (típico do hard rock) e vocais poderosamente agudos e característicos de Justin Hawkins. Não há muitas mudanças ao longo do cd. Temos algumas faixas mais lentas como "Love is Only a Feeling" e "Holding My Own" que lembram muito aquelas baladas de rock dos anos 80. As músicas no geral são bem animadas, e por mais que eu odeie admitir, já me peguei várias vezes fazendo a dancinha do clip "Friday Night" enquanto canto a música. Vale a pena ouvir e conhecer, ainda mais se você for um fã de Glam que não acha que esse ritmo morreu nos anos 80.

Título: Permission To Land
Artista: The Darkness
Ano: 2003

O segundo álbum da banda, "One Way Ticket To Hell", foi lançado em 2005 e infelizmente não
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teve tanto sucesso quanto o primeiro. Esse álbum também foi marcado pela saída do baixista e do vocalista da banda. Sinceramente não senti tanto tesão nesse cd quanto no primeiro. Sim, as músicas são muito boas e essas coisas, mas não é a mesma coisa. As faixas ficaram muito mais pesadas e parecidas do que no cd anterior. Senti que a banda perdeu um pouco daquele glam feelin' e apostou mais no hard rock. Não me desceu muito bem. Baixe esse também. Se você é mais fã de hard rock vai preferir esse do que o primeiro.

Título: One Way Ticket To Hell
Artista: The Darkness
Ano: 2005

Espero que gostem dos CDs. Deixo aqui o clip de "Friday Night" pra vocês se divertirem me imaginando fazendo a dancinha do Justin.

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